quinta-feira, 31 de março de 2011

Trichomonas vaginalis

Protozoário flagelado causador da tricomoníase, que constitui uma doença venérea cosmopolita incidente em proporções elevadas em mulheres adultas.
    O parasito tem como habitat a vagina, bem como a uretra e a próstata do homem. O Trichomonas vaginalis não possui a forma cística, apenas a trofozoítica, e é transmitido durante o ato sexual e através de fômites, já que o protozoário pode sobreviver durante horas em uma gota de secreção vaginal ou na água. O trofozoíto alimenta-se de açúcares em anaerobiose e produz ácidos que irritam a mucosa vaginal. Os sintomas aparecem entre três e nove dias após o contato com o parasito.

A tricomoníase costuma atingir mulheres entre 16 e 35 anos de idade e se manifesta, no sexo feminino, por: corrimento esbranquiçado espumoso, edema, prurido, queimação, escoriações, ulcerações e sangramento após relações sexuais. Já nos homens, a parasitíase geralmente é assintomática ou subclínica, o que justifica o fato da parasitíase ser mais diagnosticada em mulheres. A infecção por Trichomonas pode acarretar diversas doenças graves nas vias geniturinárias. As características clínicas do doente podem ser sugestivas da tricomoníase, sendo que na mulher esta parasitíase deve ser diferenciada das vaginoses bacteriana e fúngica. O diagnóstico laboratorial é feito pela visualização direta de trofozoítos em amostra de secreção vaginal, uretral e prostática. Entretanto, o isolamento e cultivo do protozoário é o método mais sensível para o diagnóstico da tricomoníase.
   
        O uso de preservativos, o cuidado com os fômites (instrumentos ginecológicos, toalhas, roupas íntimas) e o tratamento do doente e de todos os seus parceiros são as formas de prevenção da tricomoníase. Só o tratamento medicamentoso adequado não garante a eliminação da doença, visto que mesmo após ter obtido a cura o paciente deve tomar os mesmos cuidados de quem nunca foi infectado, porque os medicamentos não impedem a reinfecção.

Trofozoítos de Trichomonas vaginalis

Amebíase intra-intestinal e extra-intestinal

AMEBÍASE 
Infecção causada por um protozoário (Entamoeba histolytica) que se apresenta em duas formas: cisto e trofozoíto. Esse parasito pode atuar como comensal ou provocar invasão de tecidos, originando, assim, as formas intestinal e extra-intestinal da doença. O quadro clínico varia de uma diarréia aguda e fulminante, de caráter sanguinolento ou mucóide, acompanhada de febre e calafrios, até uma forma branda, caracterizada por desconforto abdominal leve ou moderado, com sangue ou muco nas dejeções. Pode ou não ocorrer períodos de remissão. Em casos graves, as formas trofozoíticas se disseminam através da corrente sangüínea, provocando abcesso no fígado (com maior freqüência), nos pulmões ou no cérebro. Quando não diagnosticadas a tempo, podem levar o paciente ao óbito.
A amebiase intra-intestinal e ingerida na forma de cisto pela alimentação e agua contaminada,
depois passa para a forma metacisto migra para intestino grosso tornando-se trofozoito,
começa a se mutiplicar, as fezes vão se tornando mais pastosas havendo perda de agua,
com isso para proteção forma a parade cistifca que se chama fase pre-cistica que é liberada pelas as fezes contaminando o solo. Já a amebiase extra-intestinal ela perfura o vaso sanguineo e invade a corrente sanguinea onde se aloja no figado causando necrose liquefatica onde o figado se degenera de la ela migra para o pulmão, podendo chegar ao cerebro.
Por isso o programa da familia, e a sucam se preocupa com isto pois a higiene tantos dos alimentos como da agua está precaria, nos postos de saude tem hipoclorito de sodio que serve para tratar a agua e alimentos,
mais as familias não querem, pois acham o gosto ruim. A sucam quando começaram a distribuir de casa em casa este produto as pessoas usavam era como agua sanitaria, e ainda hoje é assim só bebem aguas sujas e alimentos contaminados porque alem de não prepararem corretamente ainda se alimentam em qualquer lugar, onde o nivel de higiene e precaria.

Giardia Lamblia

Giardia lamblia, também chamada de Giardia intestinalis ou Giardia duodenale, é um protozoário que parasita os intestinos dos seres humanos, causando diarréia e dor abdominal. A doença causada pela Giardia é chamada de giardíase ou giardiose.


Ciclo de vida da Giardia lamblia

A Giardia possui duas formas morfológicas: cistos e trofozoítas.

Os cistos são as formas do parasita liberadas pelas fezes dos pacientes infectados, podendo sobreviver por muito tempo no ambiente se houver umidade. A transmissão da Giardia é fecal-oral, ou seja, ocorre pela ingestão dos cistos de Giardia que saem nas fezes de humanos ou outros mamíferos. Quanto piores forem as condições de saneamento de um local, maior o risco de epidemias de giardíase.
Formas de transmissão da Giardia
Beber ou banhar-se em águas contaminadas
- Contaminação de alimentos por mãos mal lavadas. O processo de cozimento mata os cistos da Giardia, portanto, este modo de transmissão é mais comum com alimentos crus ou contaminados somente após estarem prontos
- Creches e instituições de idosos onde há pouca preocupação com higiene
- Sexo anal
- Contato com fezes de cães e gatos contaminados
- Manuseio de solo contaminado sem a devida limpeza posterior das mãos.

Sintomas da giardíase

- Diarreia, normalmente bem líquida, mas por vezes gordurosa, chamada de esteatorreia
- Cólicas abdominais
- Mal-estar
- Flatulência - Náuseas e vômitos
- Emagrecimento

RELAÇÃO PARASITA–HOSPEDEIRO

Para o estudo da história natural da doença, podemos agrupar a relação parasita-hospedeiro em duas categorias:
Relações intrínsecas e extrínsecas.

 RELAÇÕES INTRÍNSECAS

 PARASITA -  seres menores que vivem às custas de seus hospedeiros, independentemente da ação desenvolvida e de sua classificação zoológica.
 PARASITISMO – Relação íntima entre o parasita (intimidade de tecidos ou superfície)e outro ser de maior porte (hospedeiro), do qual se alimenta. O parasita se beneficia e o hospedeiro sofre as conseqüências.
 Podemos ter relações chamadas:
 Parasitose – parasita patogênico – acarreta agravos ao organismo do hospedeiro, sinais e sintomas evidentes de doença.
 Parasitíase – embora passível de provocar danos á saúde – relacionamento equilibrado – portadores assintomáticos.
 Equilíbrios harmônicos  - podem passar a ser desarmônicos (decréscimo de defesas)
 Relações consideradas como simbiose e parasitismo, são uma fotografia momentânea, não são relações estáticas.
 Primeiro passo do agente no organismo – instalar-se e desenvolver sua ação.
 INFECÇÃO – Processo caracterizado pela invasão do organismo do hospedeiro por um agente biológico e sua subseqüente multiplicação. O agente penetra, necessariamente na intimidade dos tecidos do hospedeiro.
 INFESTAÇÃO – Caracterizado pela colonização do agente etiológico na superfície do corpo do hospedeiro